quinta-feira, 24 de maio de 2012
O triste fim de um amor
sábado, 19 de maio de 2012
Ela
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Como eu queria...
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Toda forma de amar
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Bonecos de cera
por Eder Ferreira
Olhe para mim, e me diga o que vê
Um séquito de mesquinharia
Um ninho de aves mortas
Um ser consumido pela vida
Uma vida que se consumiu sem querer
Olhe para si, e se veja
Em meu lugar, com meus erros
Com minha alma desgastada
Pelo tempo que se perdeu em vão
Pela vida que se tornou ação
Na estática percepção do que é certo e errado
Olhe para nós, e me diga
Quanto tempo mais falta
Para que percebamos o que nos mata
O que nos consome
O que nos separa
Olhe para o vazio
E finja ser um desvario
Finja que nada aconteceu
Finja que você está aqui
Que eu estou ai
Que essa é apenas mais uma vida
Nos separando da felicidade
Nos desviando da plenitude
Nos fazendo mais uma vez bonecos de cera
Parados, inertes, sós
Enquanto o resto do mundo finge estar em movimento
sexta-feira, 13 de abril de 2012
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Veneno
por Eder Ferreira
Escorrendo solto
pelo canto da boca
outrora sorridente
agora, tão ardente
Envolvendo, enlaçando
Entrelace de linhas
Peçonhas tão finas
no laço venenoso
que toca a pele
O espaço poroso
entre a carne
e o ar rancoroso
se faz perigoso
se faz meio ausente
Cobra criada
armada, até os dentes
que mordem os lábios
e roem as vísceras
expostas pelo acido
Plácido veneno
que agora te dou
neste beijo sereno